3/04/2013

Dieta Dukan 2

Olá meninas...




Recebo muitos e-mails perguntando sobre a Dieta Dukan, se realmente funciona e, por erro meu (esqueci de colocar no outro post AQUI) sobre o tempo de cada fase.

Sendo assim, vou postar novamente a dieta com o tempo direitinho.


A dieta Dukan passo a passo


Fase 1: Ataque

Duração: 2 a 7 dias
O que se come: Opta-se entre 68 alimentos à base de proteína magra, como carnes magras, peixe e marisco, ovos e laticínios pouco gordos
Água: 6 a 8 copos por dia
Farelo de aveia: 1 colher e meia (de sopa) por dia
Caminhada: 20 minutos por dia
Objetivos: No vídeo do site oficial, Pierre Dukan refere-se a esta fase como uma etapa restritiva mas curta e efetiva na balança, afirmando que permite perder cerca de 1 a 5 quilos.

O que acontece no organismo: Com a eliminação quase completa dos hidratos de carbono, os níveis de insulina irão baixar, favorecendo uma maior excreção de sódio, logo de água. Esta diminuição de água corporal pode traduzir-se numa perda de peso acentuada que dificilmente será sinónimo de uma diminuição de gordura corporal, analisa Patrícia Segadães.

Consequências para a saúde: Como a fase dura 2 a 7 dias, os possíveis efeitos negativos estarão associados a um comprometimento da massa muscular, à possibilidade de cefaleias e alguma fadiga. A ausência de vegetais não será prejudicial se o período recomendado for cumprido mas, embora possa não ter repercussões de maior a nível de saúde, não é uma atitude saudável, considera a nutricionista.

Fase 2: Cruzeiro

Duração: A necessária até se alcançar o peso desejado, com um rácio de perda de cerca de dois quilos por semana
O que se come: Opta-se entre 68 alimentos à base de proteína pura + 33 vegetais (exceto os que têm amido, como a batata). A um dia de proteína pura, segue-se um de proteínas e vegetais
Água: 6 a 8 copos por dia
Farelo de aveia: 2 colheres (de sopa) por dia
Caminhada: 30 minutos por dia
Objetivos: Esta é a fase em que ocorre a verdadeira luta contra o peso, refere Pierre Dukan no site oficial. Esta fase prolonga-se até que cada pessoa alcance o seu peso ideal, estabelecido antes do início do regime.

O que acontece no organismo: A insulina é uma hormona anabólica (promove o crescimento) e, quando existe em maior quantidade na circulação, promove um aumento dos tecidos (entre eles, tecido adiposo) e leva a maior sensação de fome, revela Patrícia Segadães. Nesta dieta, a ingestão de baixas quantidades de hidratos de carbono (fornecidas pelos vegetais) durante um período continuado leva a uma menor produção de insulina por parte do pâncreas, pelo que, na maioria das pessoas, a perda de peso continuará.

Consequências para a saúde: A maior implicação é a possibilidade de ocorrer um défice vitamínico, nomeadamente de vitaminas lipossolúveis (presentes na gordura, como a A, D, E e K), já que as proteínas recomendadas são magras, refere a nutricionista, que considera as doses de proteína excessivamente elevadas, contrastando com uma diminuída ingestão de fibra.



Fase 3: Consolidação

Duração: Cerca de 10 dias por cada quilo perdido

O que se come: Doses ilimitadas de proteínas magras e vegetais sem amido. Todos os dias, ingere-se uma dose de fruta mais duas fatias de pão integral mais uma dose de queijo. Duas vezes por semana, juntam-se alimentos com amido (massa, feijão ou batata) e tem-se direito a uma refeição de celebração, como lhe chamam, em que se pode comer qualquer coisa. Um dia por semana deve ingerir proteína pura, defende o médico que deu o nome a esta dieta.

Água: 6 a 8 copos por dia
Farelo de aveia: Caminhada: 25 minutos por dia
Objetivos: Esta fase está concebida para prevenir o clássico efeito de ricochete, permitindo «manter o peso, apesar de o organismo estar programado para recuperar o peso perdido, declara Pierre Dukan no site oficial.

O que acontece no organismo: Após um período em que os níveis de insulina foram mantidos baixos devido à baixa ingestão de hidratos de carbono (fases 1 e 2), o corpo não irá reagir de forma tão abrupta (não terá os chamados picos insulinémicos) quando doses superiores de hidratos de carbono forem ingeridas.

Consequências para a saúde: O corpo poderá reagir de forma pouco previsível, considera Patrícia Segadães, referindo-se quer à manutenção da saúde, quer à evolução do peso. Para algumas pessoas, a reintrodução lenta de doses superiores de hidratos de carbono pode funcionar muito bem na manutenção do peso, para outras pessoas pode funcionar de forma contrária, sublinha.

FASE 4: Estabilização

Duração: O resto da vida
O que se come: O que se quiser, desde que se respeitem três regras. Um dia por semana, fazer um menu igual ao da 1ª fase, incluindo um dia de proteína pura. Todos os dias, deve comer 3 colheres (de sopa) de farelo de aveia e caminhar durante 20 minutos. Sempre que possível, usar as escadas em vez do elevador.
Objetivos: Manter o peso ideal ao longo da vida. Segundo Pierre Dukan, tal é possível desde que se sigam as regras estipuladas.

O que acontece no organismo: As adaptações fisiológicas que ocorrem nesta fase são, segundo Patrícia Segadães, análogas às que ocorrem na fase anterior, em que a tolerância aos hidratos de carbono será maior. A nutricionista não confirma que resultem necessariamente numa perda de peso.

Consequências para a saúde: Tal como na fase anterior, Patrícia Segadães refere que nesta etapa «os resultados serão variáveis.

Os riscos da dieta Dukan

Problemas renais e gota são alguns dos problemas de saúde que, segundo a American Dietetic Association, podem resultar desta dieta, além de fadiga, obstipação, mau hálito e boca seca. Autoridades ligadas à segurança alimentar e nutrição de diferentes países já emitiram alertas sobre os seus riscos e eficácia. Um estudo realizado em 5 mil seguidores da Dieta Dukan, divulgado pela Deco Proteste, demonstrou que cerca de 35% das pessoas recuperaram o peso perdido em menos de um ano. Esse valor aumenta para 80%, ao fim de quatro anos.

Veredicto final

Prós e contras da dieta Dukan, segundo Patrícia Segadães, nutricionista:
Prós
- Encorajamento à diminuição de ingestão de hidratos de carbono
- Contemplação de dias de exceção ao regime
Contras
- Organização por fases
- Como não é feito um exame observacional, não é possível fazer uma avaliação da composição corporal e, assim, conseguir indicar um menu verdadeiramente adaptado e exercício físico à medida, o que pode levar a uma perda de massa magra
- Quantidades elevadas de proteína
- Fraca ingestão de gordura de boa qualidade (fases 1 e 2)
- Restrição completa de vegetais e fruta (fases 1 e 2)
- Fraca ingestão de fibras, sobretudo nas fases 1 e 2
- Inclusão de leite, um dos alimentos com maior poder para provocar picos de insulina
- Faria sentido a inclusão de um multivitamínico

Muitos me perguntam se eu fiz essa dieta. Da primeira vez que eu postei sobre ela eu ainda não tinha feito. Logo depois eu fiz e perdi bem rápido o que eu precisava. Não eram muitos kilos, cerca de 2, do restinho da gravidez. Deixo bem claro que eu combinei a dieta com exercício físico!!

Xoxo

Thay


Caquinhos

Olá meninas...

Recebi a história dos pisos de caquinhos muito uilizados nas antigas casas de São Paulo e gostaria de compartilhar com vocês!!




"O mistério do marketing das lajotas quebradas:

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na déc
ada de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.
Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.
Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
– A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira…"


Manoel Botelho é Engenheiro Civil e autor da coleção CONCRETO ARMADO EU TE AMO



Espero que tenham gostado!

Xoxo

Thay


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